Barry Greenstein: “Não ando por aí dizendo que sou o Robin Hood”
"É engraçado… Todos conhecemos a ideia de tirar aos ricos e dar aos pobres e o dinheiro quer doei foi, seguramente, para ajudar crianças pobres. Então, quando as pessoas me chamam Robin Hood do poker, fazem com respeito e eu entendo como uma coisa boa. Mas, seguramente, não ando por aí a clamar que sou o Robin Hood do poker, disse a Record Poker o norte-americano."
Quanto aos motivos que o levaram a tomar a decisão de doar os seus ganhos em torneios, Greenstein refere que custava ganhar tanto dinheiro e nada fazer para ajudar o próximo. “No tempo em que jogava apenas alguns torneios por ano, fazia o meu dinheiro em jogos paralelos. Penso que o que ganhava em torneios não era essencial para tomar conta da minha família, pois os meus rendimentos regulares provinham dos “cash games”. Então, pensei que doar o que ganhasse em torneios seria bom para mim e para a minha família. Eu, que há tantos anos ganhava a vida a jogar poker, tinha a oportunidade de fazer algo positivo e dar dinheiro a pessoas que precisavam”, explicou o profissional da PokerStars, revelando o seu peso de consciência: “Quando, ao longo da vida, damos conta de que não fazemos nada para ajudar as outras pessoas, somos assaltados por muitas dúvidas. Especialmente se tivermos capacidades como eu tinha, com a matemática e a ciência, questionamo-nos se não teríamos a obrigação de fazer algo mais produtivo para a sociedade do que jogar poker”.
Assim, a iniciativa de doar os seus ganhos em torneios foi “uma mensagem que quis passar”. “Queria tomar essa iniciativa e ‘acordar’ as pessoas. No poker, todos procuramos ganhar o máximo de dinheiro possível mas não o utilizamos suficientemente bem. E queria atingir também as pessoas saudáveis, que ganham muito dinheiro e nada fazem para ajudar os outros. Pensei que era uma mensagem importante que poderia passar”, explicou.
Fonte: Record Poker









